As fraquezas e vulnerabilidades do sistema de segurança nacional angolano (III)

KISSANGUELA – um espaço de partilha de conhecimento, verdades, instruções e ensinamentos divinos para uma vida condigna, próspera e abençoada KISSANGUELA Um projecto em prol de Angola, dos angolanos e rebanho de Cristo no mundo. Início Sobre nós Contacto X As fraquezas e vulnerabilidades do sistema de segurança nacional angolano (III) Não se pode falar de segurança nacional no verdadeiro sentido do termo se uma grande parte da população do país não sabe o que ela significa, e muito menos percebe a importância da sua persecução e consecução. Não se pode falar de segurança nacional quando as forças de defesa, ordem, segurança e sistema de justiça enfermam dos meus vícios que deviam prevenir e combater. Nenhum país pode assegurar a sua defesa e segurança nacional com um elevado número de cidadãos que ingressaram nas suas fileiras por razões meramente económicas e/ou a troco de favores, inclusive promíscuos. Um exército ou força policial dominado por vícios e práticas obscuras, como o da corrupção e troca de favores promíscuos para o ingresso de pessoal nas suas fileiras não pode, na hora da verdade, revelar-se capaz para as missões e tarefas que lhe estão constitucional e estatutariamente acometidas. Não se pode falar em segurança nacional se continuarmos a encher as nossas cadeias com filhos de pessoas humildes, enquanto indivíduos que causaram verdadeiros prejuízos à pátria se encontram em liberdade, e a se vangloriarem das suas façanhas contra o Estado e povo angolano. Não se pode falar em segurança nacional permitindo a produção, entrada e comercialização no país de fármacos alimentos, bebidas e outros bens de origem e fabricação duvidosas. Não se pode falar em segurança nacional sem olharmos com olhos de ver para a problemática dos cortes (sem justificação plausível) e injustiça nas pensões auferidas por aqueles que se sacrificaram por este país; Não se pode falar em segurança nacional fazendo vista grossa às arbitrariedades e injustiças contra humildes e pobres camponeses; Não se pode falar em segurança nacional sem resolvermos cabal e definitivamente a problemática dos ex-militares e antigos funcionários do extinto Ministério da Segurança do Estado (MINSE). Fazer justiça a esta franja populacional é, também, uma premissa fundamental da segurança nacional. Não se pode falar em segurança nacional sem nos comprometermos com o combate ao racismo e descriminação implícita ou subtil. Não se pode falar em segurança nacional permitindo que os autóctones (ou mesmo cidadãos estrangeiros pobres e desamparados aqui a viverem) sejam humilhados, escravizados e/ou abusados por empresários estrangeiros. Não devemos permitir o restabelecimento da ideologia esclavagista, ou o estabelecimento do neocolonialismo em Angola!… O país precisa urgentemente de um novo sistema de segurança nacional. Não de um sistema de segurança nacional meramente formal ou cosmético, mas de um sistema de segurança nacional funcional, fiável e profícuo, capaz de assegurar uma cabal e eficiente protecção dos nossos interesses estratégicos e povo. Um sistema de segurança funcional, fiável e profícuo é aquele que de forma constante, acutilante, proactiva e irrepreensível é capaz de assegurar não apenas a preservação da independência, da soberania nacional e da ordem democrática e constitucional legalmente instituída, mas, também, assegurar todos os outros aspectos essenciais intrínsecos à segurança nacional, como a segurança pública, alimentar, médico-medicamentosa, entre outras. Um país onde o estrangeiro prevaricador se arroga ao direito de dizer ao agente da ordem que o autuou para ter cuidado porque ele dependia da Casa Militar (eventos como este ocorreram, no passado, no nosso país), ou de ameaçar um polícia em pleno gozo das suas funções como agente de autoridade, não é seguramente um país com um sistema de segurança nacional funcional!… Artigo anteriorArtigo seguinte Artigos relacionados Júri Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 28, 2025 Segurança Nacional Juiz Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 28, 2025 Segurança Nacional Procurador Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 27, 2025 Segurança Nacional Órgão de Supervisão e Inspecção dos Serviços de Informação e Inteligência (OSISII) Outubro 27, 2025 Segurança Nacional Inspecção Geral do Estado (IGEST) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviço de Inteligência e Segurança Económica e Financeira (SISEF) e Serviço de Inteligência e Segurança Jurídica (SISJ) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviços internos e externos de inteligência e segurança do Estado (SINSE, SISM, SISP, SISEF e SISJ) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Centro Nacional de Avaliação Neuropsicológica (CNANP) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Laboratório de Bromologia e Investigação Forense (LABIF) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias Estratégicas (CICTE) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Complexo Científico e Tecnológico Militar (CCTM) Outubro 17, 2025 Segurança Nacional KISSANGUELA O seu portal para uma vida abundante e condigna. 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As fraquezas e vulnerabilidades do sistema de segurança nacional angolano (II)

KISSANGUELA – um espaço de partilha de conhecimento, verdades, instruções e ensinamentos divinos para uma vida condigna, próspera e abençoada KISSANGUELA Um projecto em prol de Angola, dos angolanos e rebanho de Cristo no mundo. Início Sobre nós Contacto X As fraquezas e vulnerabilidades do sistema de segurança nacional angolano (II) É, infelizmente, o caso do nosso país. Por mais que se diga por aí que temos segurança do Estado, a realidade nos mostra o contrário: nós temos no país um sistema de segurança nacional meramente formal, mas não de facto. Por alguma razão que julgamos saber, mas que não vamos falar dela aqui para não endossar velhas teorias conspiratórias (vós sois inteligentes, logo sois capazes de intuir o que se passou e passa no nosso país), o edifício securitário do país fora a partir de 1992 progressiva e silenciosamente desestruturado nos seus fundamentos por pessoas sem rosto. Muito conveniente, não é, olhando para tudo o que se passou nestas últimas duas décadas no país?!… Ouço muita gente a criticar o General Miala e alguns antigos responsáveis dos serviços de inteligência (mormente do SINSE) pela situação em que o país se encontra ou pelo saque sem precedentes ocorrido no país, e que (diga-se em abono da verdade) contribuiu para o nível de pobreza que assistimos no nosso país, mas convinha esclarecer que eles não têm culpa do que aconteceu e está a acontecer no país. Não têm culpa por não serem eles, ou melhor, os serviços de inteligência, quem definem as políticas de Estado em matéria de segurança nacional, mas sim o poder político. Olhando para o modelo organizacional e funcional do nosso sistema de segurança nacional se percebe facilmente que ele está decrépito e longe de cumprir cabalmente com a sua missão e atribuições. Em outras palavras, não temos um sistema de segurança nacional funcional e fiável. Se tivéssemos um sistema de segurança nacional funcional e fiável, muitos dos eventos e actos atentatórios à segurança nacional que ocorreram (e continuam a ocorrer) no país, teriam sido frustrados pelos órgãos vocacionados no descobrimento, prevenção e combate a este tipo de actos atentatórios contra a segurança do Estado angolano. Referimo-nos em concreto: 1. Ao “furto”, em pleno aeroporto internacional 4 de Fevereiro, de um Boeing 727-223 pelo piloto e engenheiro aeronáutico norte-americano que dá pelo nome de Ben C. Padilla; 2. Ao saque e expatriação ilegal de centenas (senão mesmo milhares) de milhões em dólares, euros, etc, retirados do erário público; 3. A depredação, por cidadãos estrangeiros, dos nossos recursos naturais estratégicos (peixe, mariscos, diamantes, ouro, madeira, etc), com a cumplicidade (diz-se à boca pequena) de alguns dos nossos governantes e altos funcionários do Estado; 4. A prática médica e de enfermagem por médicos (alguns deles estrangeiros) e enfermeiros sem as habilitações profissionais para o exercício desse tipo de actividade; 5. A comercialização no país de fármacos contrafeitos em alguns países vizinhos e bairros periféricos de Luanda; 6. O esquema da admissão nas fileiras das Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional e demais órgãos do Ministério do Interior de indivíduos a troco de valores pecuniários, em um negócio que não só floresceu, mas que se tornou bastante lucrativo por proporcionar o “enriquecimento” de muitos oficiais superiores e subalternos afectos a esses órgãos castrenses; 7. O esquema na atribuição de patentes a jovens recém ingressados nas FAA e PN (mormente do sexo feminino), sem mérito ou razão objectiva e/ou plausível; 8. O estabelecimento no país de seitas religiosas (mormente estrangeiras) envolvidas em práticas de charlatanismo, extorsão aos nossos compatriotas, lavagem e evasão de divisas com a cumplicidade de alguns políticos, pastores e fiéis; 9. A defraudação de bilhões de Kwanzas ao Estado, através do lucrativo esquema de inscrição e/ou introdução nas folhas de pagamento de instituições pensionárias de milhares de pensionistas “fantasmas”, indivíduos que não serviram nas forças de defesa e segurança e outros inabilitados para o efeito; 10. A fraude arrecadatória protagonizada por entes do conselho directivo e demais funcionários seniores e intermédios da Administração Geral Tributária (AGT); 11. O assassinato de pessoas que não representavam uma ameaça potencial ou real à segurança do Estado (referimo-nos ao assassinato de Cassule e Camulingue), acontecimentos com grande repercussão ao nível nacional e externo, e que veio adensar a desconfiança em relação aos nossos serviços de inteligência, mesmo não tendo havido o envolvimento directo ou indirecto destes órgãos no macabro acto, enfim… um leque de eventos ou actos que demonstram claramente que não temos um sistema nacional de segurança no estrito sentido do termo. Continua no próximo artigo… Artigo anteriorArtigo seguinte Artigos relacionados Júri Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 28, 2025 Segurança Nacional Juiz Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 28, 2025 Segurança Nacional Procurador Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 27, 2025 Segurança Nacional Órgão de Supervisão e Inspecção dos Serviços de Informação e Inteligência (OSISII) Outubro 27, 2025 Segurança Nacional Inspecção Geral do Estado (IGEST) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviço de Inteligência e Segurança Económica e Financeira (SISEF) e Serviço de Inteligência e Segurança Jurídica (SISJ) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviços internos e externos de inteligência e segurança do Estado (SINSE, SISM, SISP, SISEF e SISJ) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Centro Nacional de Avaliação Neuropsicológica (CNANP) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Laboratório de Bromologia e Investigação Forense (LABIF) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias Estratégicas (CICTE) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Complexo Científico e Tecnológico Militar (CCTM) Outubro 17, 2025 Segurança Nacional Centro de Análise Estratégico-Operacional (CAEO) Outubro 17, 2025 Segurança Nacional Serviço Geral de Informações (SGI) e Agência Nacional de Segurança (ANS) Outubro 17, 2025 Segurança Nacional Reestruturação e optimização funcional do nosso sistema nacional de segurança Outubro 16, 2025 Segurança Nacional KISSANGUELA O seu portal para uma vida abundante e condigna. 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As fraquezas e vulnerabilidades do sistema de segurança nacional angolano (I)

KISSANGUELA – um espaço de partilha de conhecimento, verdades, instruções e ensinamentos divinos para uma vida condigna, próspera e abençoada KISSANGUELA Um projecto em prol de Angola, dos angolanos e rebanho de Cristo no mundo. Início Sobre nós Contacto X As fraquezas e vulnerabilidades do sistema de segurança nacional angolano (I) Há muito que desejávamos abordar (numa perspectiva pedagógica e não apenas securitária) a problemática do nosso sistema de segurança nacional. E hoje, temos, de uma forma responsável e construtiva, o ensejo de cumprir com este dever patriótico em nome de Angola e dos angolanos. Falar de segurança nacional não é um exercício de fácil empreitada, não só por haverem questões muito sensíveis e tidas como sigilosas, mas também pela linha ténue que separa a fronteira do que é consumível e do que não é. Segurança nacional é, portanto, uma temática susceptível de equívocos. confusão e incompreensões. À semelhança da problemática da subversão de que falaremos mais tarde (e aqui importa esclarecer que este artigo não é resultado das manifestações ocorridas recentemente no país, concretamente nos dias 28, 29 e 30 de Julho do corrente ano), falar de segurança nacional exige conhecimento e alguma “expertise”. De uma forma sucinta, podemos dizer que segurança nacional é um pressuposto vital, imprescindível e inalienável de todo e qualquer Estado idóneo e governado por pessoas responsáveis e patriotas. Por ser um pressuposto vital, a segurança nacional deve estar entre os desideratos mais prementes, permanentes e impreteríveis de todo e qualquer Estado sério. A sua persecução e consecução é fundamental para a salvaguarda da independência, da soberania nacional, da integridade territorial, da paz e ordem democrática, da ordem e tranquilidade públicas, bem como para o normal funcionamento das instituições e concretização do desiderato da paz social, desenvolvimento do país e bem-estar dos cidadãos. Sem segurança nacional no verdadeiro sentido do termo, todos nós (não só o país!) perdemos, daí a necessidade de a sua persecução e consecução serem asseguradas por todas as forças vivas da nação, ou seja, por todos os cidadãos independentemente da sua ideologia ou filiação político-partidária. Em um mundo cada vez mais competitivo… de amizades circunstanciais e interesses muitas das vezes colidentes (interesses económicos, geopolíticos, estratégicos, etc), garantir a segurança nacional é um desígnio tão vital quanto estratégico. Sem um sistema de segurança nacional integrado, competente, articulado, síncrono, funcional, fiável e respaldado por políticas, medidas e acções securitárias patrióticas, argutas, acutilantes e proactivas, nenhum país será capaz de garantir a preservação da sua independência, soberania nacional, integridade territorial, unidade nacional, paz, ordem democrática e constitucional e, principalmente, a protecção cabal da vida humana e segurança das populações e seus haveres. Ou seja, por mais poderoso que seja do ponto de vista económico, militar ou geoestratégico, nenhum Estado será capaz de garantir a segurança do seu povo e de seus interesses estratégicos, sem um sistema de segurança nacional funcional. Continua no próximo artigo… Artigo seguinte Artigos relacionados Júri Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 28, 2025 Segurança Nacional Juiz Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 28, 2025 Segurança Nacional Procurador Especial para os Assuntos de Segurança de Estado e Atentados à Ordem Jurídica e Penal Outubro 27, 2025 Segurança Nacional Órgão de Supervisão e Inspecção dos Serviços de Informação e Inteligência (OSISII) Outubro 27, 2025 Segurança Nacional Inspecção Geral do Estado (IGEST) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviço de Inteligência e Segurança Económica e Financeira (SISEF) e Serviço de Inteligência e Segurança Jurídica (SISJ) Outubro 22, 2025 Segurança Nacional Serviços internos e externos de inteligência e segurança do Estado (SINSE, SISM, SISP, SISEF e SISJ) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Centro Nacional de Avaliação Neuropsicológica (CNANP) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional Laboratório de Bromologia e Investigação Forense (LABIF) Outubro 20, 2025 Segurança Nacional KISSANGUELA O seu portal para uma vida abundante e condigna. Links Úteis Sobre nós Termos de uso Política de privacidade